Encontrar emprego no LinkedIn: o método completo
A maioria das pessoas usa o LinkedIn de uma só forma: clica em « Candidatar-se ». É a via mais congestionada, aquela em que é um dossiê entre centenas. O LinkedIn oferece dois outros caminhos, bem menos percorridos: ser encontrado e passar por alguém. Eis como usar os três.
As três vias de acesso, e aquela que toda a gente escolhe
No LinkedIn, uma função pode chegar-lhe de três maneiras. Não exigem o mesmo esforço, nem o mesmo tipo de esforço.
A candidatura direta é a mais simples e a mais concorrida. Um anúncio visível atrai centenas de candidaturas em poucos dias, e o botão « Candidatura simplificada » torna o envio tão fácil que o volume dispara.
A visibilidade de entrada funciona ao contrário: os recrutadores procuram dentro do LinkedIn como se procura num motor de busca, e contactam-no. Não se candidata, aparece. É o canal mais rentável a longo prazo, e aquele que a maioria ignora por completo.
A rede é a terceira via: uma função preenchida por recomendação antes sequer de ser publicada, ou uma candidatura apoiada por dentro. É desconfortável para muitos, mas é muitas vezes o caminho mais curto.
A dose certa: se passa 90 % do tempo no botão « Candidatar-se », está a trabalhar o canal mais saturado. Reequilibre para os outros dois.
Tornar-se encontrável
Um recrutador escreve palavras-chave — um título de função, uma competência, por vezes uma ferramenta específica. O LinkedIn ordena os perfis. Ser encontrável é aparecer nessa ordenação, e isso depende de alguns elementos concretos.
- O título pesa muito na pesquisa. « Em procura de oportunidades » não contém qualquer palavra-chave profissional; « Gestor de projeto digital · E-commerce · Agile » contém três.
- As competências declaradas são consultadas diretamente pelos recrutadores. Uma competência que domina mas não listou não existe para o motor.
- A designação das suas funções conta tanto como o seu título atual. Um título interno exótico torna-o invisível: traduza-o para termos de mercado.
- O sinal « aberto a oportunidades », em modo visível apenas para recrutadores, faz com que suba nos filtros deles sem o mostrar ao seu empregador.
Procurar com eficácia
Procurar anúncios é uma questão de método, não de horas gastas.
Candidate-se cedo
As primeiras candidaturas são lidas com mais atenção do que as seguintes. Crie alertas para as funções que procura e trate-as no próprio dia, em vez de percorrer anúncios uma vez por semana.
Desconfie da facilidade
A candidatura simplificada num clique é cómoda para si — e para todos os outros. Nesses anúncios, o volume é tal que a triagem se torna mecânica. Um dossiê adaptado à função distingue-o tanto mais quanto os outros não o fizeram.
Procure a coerência, não o volume
Vinte candidaturas dirigidas, com um CV ajustado a cada oferta, produzem mais respostas do que duzentos envios idênticos. O tempo que poupa a candidatar-se depressa, perde-o em silêncio.
O seu perfil corresponde realmente à oferta?
Cole um anúncio: o Propulsin compara a função com o seu perfil, identifica as competências em falta e diz-lhe o que ajustar antes de se candidatar.
Testar uma ofertaAtivar a sua rede sem constrangimento
É o ponto de bloqueio mais frequente — e assenta num mal-entendido. Pedir ajuda para encontrar emprego não é mendigar; a maioria das pessoas ajuda de bom grado, desde que o pedido seja fácil de satisfazer.
Um pedido eficaz é preciso, curto e sem ambiguidade. « Conheces alguém na [Empresa]? » responde-se em dez segundos. « Terias alguma pista para mim? » obriga o interlocutor a fazer o trabalho por si, e fica muitas vezes sem resposta.
Quando contacta alguém que não conhece, diga porquê essa pessoa. Uma mensagem que poderia ser enviada a mil pessoas será tratada como tal. Refira algo real: o percurso, uma publicação, um ponto em comum.
O hábito que muda tudo: fale com a sua rede antes de precisar dela. Uma relação mantida há seis meses mobiliza-se muito mais facilmente do que um contacto reativado no dia em que se procura emprego.
Acompanhar as suas candidaturas
Sem acompanhamento, esquece-se onde se candidatou, insiste ao acaso e nunca sabe o que funciona. Basta uma tabela simples — empresa, função, data, canal, estado.
Insista uma vez, cerca de dez dias depois, com cortesia e brevidade. Uma insistência é normal e por vezes decisiva; duas tornam-se inoportunas. E registe o canal usado: ao fim de trinta candidaturas verá qual dos três lhe traz realmente entrevistas.
Em resumo
Encontrar emprego no LinkedIn é trabalhar três canais e não apenas um: ser encontrável, procurar cedo e de forma dirigida, e recorrer à sua rede com pedidos precisos. O maior ganho está quase sempre antes da candidatura — num perfil que os recrutadores encontram. Para saber onde está, lance uma análise gratuita do seu perfil.